A preocupação com a queda de cabelo não é uma exclusividade da era moderna. Desde a Antiguidade, diferentes culturas buscaram formas de combater a calvície — com soluções que variavam de rituais místicos a receitas inusitadas. Conhecer essas curiosidades históricas mostra que o desejo por cabelos saudáveis atravessa séculos e civilizações.
Egípcios, gregos e romanos: os primeiros registros
Os egípcios antigos foram pioneiros em documentar tratamentos capilares. Há registros de fórmulas contendo gordura de hipopótamo, crocodilo e leão misturadas com ervas para estimular o crescimento dos fios. A aparência era altamente valorizada, e a perda de cabelo era vista com preocupação estética e social.
Na Grécia Antiga, Hipócrates — considerado o pai da medicina — também tentou desenvolver uma cura para a calvície. Ele chegou a criar uma pomada à base de ópio, vinho e especiarias, que infelizmente não teve sucesso. Curiosamente, os homens que tomavam sua famosa “poção da virilidade” também apresentavam queda capilar, o que gerou reflexões sobre os efeitos hormonais.
Os romanos, por sua vez, usavam vinagre e extratos vegetais como tratamento. Júlio César, incomodado com sua calvície, chegou a usar uma coroa de louros para disfarçá-la — gesto que se tornou parte de sua imagem icônica.
Idade Média, Renascença e os primeiros produtos cosméticos
Durante a Idade Média, a calvície era associada a castigos divinos ou desequilíbrios do corpo. Receitas com urina animal e sangue de morcego eram indicadas em alguns manuscritos europeus como “cura”. No entanto, o avanço da medicina nessa época era limitado.
Com o Renascimento, surgiu o interesse por cosméticos e loções capilares, especialmente entre a elite. Muitos produtos combinavam extratos de plantas, óleos e metais preciosos — mais pelo luxo do que pela eficácia real.
Já no século XIX, a indústria começou a explorar loções tônicas e óleos com apelo comercial, muitas vezes sem comprovação. Foi só com o avanço da dermatologia no século XX que se iniciou o desenvolvimento de tratamentos mais científicos.
Hoje, graças à pesquisa e à tecnologia, temos acesso a soluções eficazes, seguras e personalizadas. Mas é curioso perceber como a preocupação com os cabelos é tão antiga quanto a própria história da humanidade.
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